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	<title>Rascunho @ Curtas</title>
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	<description>Blogue do Rascunho para a cobertura do Curtas</description>
	<pubDate>Wed, 23 Jul 2008 15:13:22 +0000</pubDate>
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		<title>Lendo sobre o Curtas pela blogosfera</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Jul 2008 18:36:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hugo Torres</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Diário]]></category>

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		<description><![CDATA[Em breve passeata pela blogosfera, é fácil encontrar algumas considerações sobre o Curtas. Registamos algumas, abrindo caminho pelas entrevistas que Manuel Halpern publica no Blogue do JL a Rodrigo Areias [Corrente], a Miguel Clara Vasconcelos [Instantes] e a José Maria Vaz da Silva [Caravaggio], depois de já ter escrito sobre os favoritos do JL. João [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em breve passeata pela blogosfera, é fácil encontrar algumas considerações sobre o Curtas. Registamos algumas, abrindo caminho pelas entrevistas que <strong>Manuel Halpern publica no <em>Blogue do JL</em></strong> <a href="http://bloguedeletras.blogspot.com/2008/07/as-correntes-vo-na-corrente.html" target="_blank">a Rodrigo Areias</a> [<em>Corrente</em>], <a href="http://bloguedeletras.blogspot.com/2008/07/quando-fico-mais-realista.html" target="_blank">a Miguel Clara Vasconcelos</a> [<em>Instantes</em>] e <a href="http://bloguedeletras.blogspot.com/2008/07/os-quadros-vivos-de-caravaggio.html" target="_blank">a José Maria Vaz da Silva</a> [<em>Caravaggio</em>], depois de já ter escrito sobre os <a href="http://bloguedeletras.blogspot.com/2008/07/os-favoritos-do-curtas-segundo-o-jl.html" target="_blank">favoritos do JL</a>. <strong>João Lopes, no <em>sound + vision</em></strong>, escreve primeiro sobre <a href="http://sound--vision.blogspot.com/2008/07/vila-do-conde-primeiras-curtas.html" target="_blank">«sentimento de diversidade»</a> que teve depois de ver as primeiras curtas-metragens portuguesas, depois <a href="http://sound--vision.blogspot.com/2008/07/vila-do-conde-o-fulgor-de-sam-taylor.html" target="_blank">sobre o fulgor de Sam Taylor-Wood</a> e ainda tece algumas considerações <a href="http://sound--vision.blogspot.com/2008/07/vila-do-conde-sokurov-e-os-outros.html" target="_blank">sobre Sokurov</a>. <strong>Rui Chaby, no <em>Duelo ao Sol</em></strong>, escreve <a href="http://dueloaosol.blogspot.com/2008/07/oliveira-em-vila-do-conde.html" target="_blank">sobre a passagem de Manoel de Oliveira por Vila do Conde</a> (com fotos) e tece algumas <a href="http://dueloaosol.blogspot.com/2008/07/curtas-devila-do-conde.html" target="_blank">considerações sobre o palmarés</a> da 16ª edição do festival. <strong>No <em>Teatro Anatómico</em>, Manuel Jorge Marmelo</strong> escreve <a href="http://teatro-anatomico.blogspot.com/2008/07/dennis.html" target="_blank">sobre <em>Dennis</em></a>, do dinamarquês Mads Matthiesen, e, <strong>no <em>Colina Sagrada</em>, Samuel Silva</strong> dá algumas <a href="http://colinasagrada.blogspot.com/2008/07/realidades-culturais.html" target="_blank">achegas ao debate sobre a cultura vilacondense</a>, traçando um curto <a href="http://colinasagrada.blogspot.com/2008/07/novidade-e-o-simblico.html" target="_blank">paralelismo com Guimarães</a>.</p>
<p>Estes são, certamente, meros exemplos. Outros, plurais, serão bem-vindos e listados. Em modo de comentário ao nosso próprio levantamento e citação de fontes, perguntaremos se o facto de serem todos espaços de gente ligada aos meios de comunicação tradicionais é ainda sintoma da velha norma, ou se o defeito é mesmo do nosso olho. Explicamos: Manuel Halpern é jornalista do <em>Jornal de Letras</em>, João Lopes do <em>Diário de Notícias</em>, Manuel Jorge Marmelo e Samuel Silva do <em>Público</em>, e Rui Chaby é comentador de cinema na Rádio Clube do Minho.</p>
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		<title>Premiados chegam ao Porto, Coimbra e Figueira da Foz</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Jul 2008 15:05:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hugo Torres</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Programa]]></category>

		<category><![CDATA[Prémios]]></category>

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		<description><![CDATA[Os filmes premiados no Curtas vão andar a passear pelo país, vão mostrar-se às gentes. Que é como quem diz: o festival terá extensões no Porto, em Coimbra e na Figueira da Foz. A agenda detalhada pode ser consultada aqui.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Os filmes premiados no Curtas vão andar a passear pelo país, vão mostrar-se às gentes. Que é como quem diz: o festival terá extensões no Porto, em Coimbra e na Figueira da Foz. A agenda detalhada pode ser consultada <a href="http://curtas.pt/festival/index.php?menu=410" target="_blank">aqui</a>.</p>
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		<title>Produção brasileira arrecada Grande Prémio – lista de vencedores</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Jul 2008 12:03:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hugo Torres</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Competição]]></category>

		<category><![CDATA[Curtas]]></category>

		<category><![CDATA[Prémios]]></category>

		<category><![CDATA[Astrid Ofner]]></category>

		<category><![CDATA[Ben Rivers]]></category>

		<category><![CDATA[Cristina Braga]]></category>

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		<category><![CDATA[Dennis Tupicoff]]></category>

		<category><![CDATA[Fábio Ribeiro]]></category>

		<category><![CDATA[Hélier Cisterne]]></category>

		<category><![CDATA[Liars]]></category>

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		<category><![CDATA[Rodrigo Areias]]></category>

		<category><![CDATA[Sam Taylor-Wood]]></category>

		<category><![CDATA[Tião]]></category>

		<category><![CDATA[Umesh Kulkarni]]></category>

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		<description><![CDATA[
Competição Internacional
Grande Prémio Cidade de Vila do Conde:
Muro, de Tião (Brasil) [imagem]
Melhor Animação:
RGBXYZ, de David O&#8217;Reilly (Irlanda)
Melhor Ficção:
The Adventure, de Mike Brune (EUA)
Melhor Documentário:
Three of Us, de Umesh Kulkarni (Índia)
Melhor Filme Experimental:
Ah, Liberty!, de Ben Rivers (Reino Unido)
Melhor Vídeo Musical:
Plaster Casts of Everything/ Liars , de Patrick Daughters (EUA)
Prémio UIP/ Vila do Conde
Love You More, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="vertical-align: middle; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px;" src="http://rascunho.net/img/tiao-muro.jpg" alt="" width="550" height="317" /></p>
<h2>Competição Internacional</h2>
<p>Grande Prémio Cidade de Vila do Conde:<br />
<em>Muro</em>, de Tião (Brasil) [imagem]</p>
<p>Melhor Animação:<br />
<em>RGBXYZ</em>, de David O&#8217;Reilly (Irlanda)</p>
<p>Melhor Ficção:<br />
<em>The Adventure</em>, de Mike Brune (EUA)</p>
<p>Melhor Documentário:<br />
<em>Three of Us</em>, de Umesh Kulkarni (Índia)</p>
<p>Melhor Filme Experimental:<br />
<em>Ah, Liberty!</em>, de Ben Rivers (Reino Unido)</p>
<p>Melhor Vídeo Musical:<br />
<em>Plaster Casts of Everything</em>/ Liars , de Patrick Daughters (EUA)</p>
<h2>Prémio UIP/ Vila do Conde</h2>
<p><em>Love You More</em>, de Sam Taylor-Wood (Reino Unido)</p>
<h2>Prémio do Público</h2>
<p><em>Corrente</em>, de Rodrigo Areias (Portugal)</p>
<h2>Competição Nacional</h2>
<p><em>Corrente</em>, de Rodrigo Areias</p>
<h2>Take One!</h2>
<p><em>Annual Report</em>, de Cristina Braga</p>
<p>Menção Honrosa:<br />
<em>Aleluia</em>, de Fábio Ribeiro</p>
<h2>RTP2/ Onda Curta</h2>
<p><em>Love You More</em>, de Sam Taylor-Wood (Reino Unido)<br />
<em>Les Paradis Perdus</em>, de Hélier Cisterne (França)<br />
<em>Chainsaw</em>, de Dennis Tupicoff (Austrália)</p>
<p>Menção Honrosa:<br />
<em>Sag Es Mir Dienstag</em>, de Astrid Ofner (Áustria)</p>
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		<title>Voto Competição Internacional 9: Yuki Kawamura</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Jul 2008 21:53:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Luís Costa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Competição]]></category>

		<category><![CDATA[Curtas]]></category>

		<category><![CDATA[Yuki Kawamura]]></category>

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		<description><![CDATA[
Último dia do festival. Última sessão competitiva. Último filme. Votação máxima do RASCUNHO. Faísca do jovem realizador japonês Yuki Kawamura reúne tudo. Um filme completo e comovente. Boas imagens, planos e enquadramentos que retratam a essência da estória, interpretações genuínas e personagens muito bem construídas. Uma boa ideia, uma óptima história, um bom argumento e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="vertical-align: middle; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px;" src="http://rascunho.net/img/yuki_kawamura-senko.jpg" alt="" width="550" height="367" /></p>
<p>Último dia do festival. Última sessão competitiva. Último filme. Votação máxima do RASCUNHO. <em>Faísca</em> do jovem realizador japonês <a href="http://www.yukikawamura.com/" target="_blank">Yuki Kawamura</a> reúne tudo. Um filme completo e comovente. Boas imagens, planos e enquadramentos que retratam a essência da estória, interpretações genuínas e personagens muito bem construídas. Uma boa ideia, uma óptima história, um bom argumento e uma realização excelente.</p>
<p>O enredo é simples. Yu vive com os pais uma vida tranquila no campo. É uma criança que todos os dias descobre as novidades da vida. A infância, o nascimento de um irmão, a afectividade, o medo, a morte. Durante 37 minutos os espectadores são convidados a acompanhar estas descobertas por uma criança. A companhia não podia ser melhor, não podia ser mais fiel, não podia ser mais íntima, não podia ser mais nossa, não podia sermos mais nós.</p>
<p>Sublime.</p>
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		<title>Voto Competição Internacional 8: Hélder Cisterne</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Jul 2008 19:56:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Luís Costa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Competição]]></category>

		<category><![CDATA[Curtas]]></category>

		<category><![CDATA[Hélder Cisterne]]></category>

		<category><![CDATA[Sacha Pohle]]></category>

		<category><![CDATA[Sam Taylor Woon]]></category>

		<category><![CDATA[Tião]]></category>

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		<description><![CDATA[
A oitava competição internacional terá sido aquela em que, por momentos, nos fez duvidar se estaríamos num festival de uma capital europeia. O atraso no visionamento da primeira curta impede-nos de a poder avaliar com igualdade nesta corrida. Mas pelo que vimos podemos constatar que o documentário Os mestres enlouquecidos de Sacha Pohle e a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="5px;" src="http://rascunho.net/img/les_paradis_perdus.jpg" alt="" /></p>
<p>A oitava competição internacional terá sido aquela em que, por momentos, nos fez duvidar se estaríamos num festival de uma capital europeia. O atraso no visionamento da primeira curta impede-nos de a poder avaliar com igualdade nesta corrida. Mas pelo que vimos podemos constatar que o documentário <em>Os mestres enlouquecidos</em> de Sacha Pohle e a curta-metragem <em>Love you more</em> do britânico Sam Taylor Woon são películas a ter em conta nesta temporada.</p>
<p>O Brasil continua cada vez mais a dar cartas na 7ª arte, deixando os portugueses envergonhados a vários níveis. <em>Muro</em>, do realizador Tião, é marcado por uma óptima filmagem,  uma boa fotografia, cenas intensas e situações que retratam uma crueldade que sustém a respiração das personagens e do público. Mensagem forte, crítica e bastante pertinente. O calcanhar de Aquiles está na forma como o argumento foi apresentado, em algum exagero na realização dos planos e na interpretação final do actor. Só por isso, o voto do RASCUNHO recai no cinema francês: <em>Les Paradis Perdus</em> de Hélder Cisterne.</p>
<p>A estória começa com os distúrbios do Maio de 68 na Sorbonne. Uma adolescente do secundário chega a casa os pais abalada com os acontecimentos. Os pais da jovem decidem ir para a casa de campo para acalmar os ânimos. Isabelle teima em ficar na cidade e entra em conflito constante com a mãe, mas acaba por ceder às ordens do pai. Os três acabam por partir de Paris. Uma família de classe média-alta que enfrenta o período conturbado dos anos 60. O pai sempre foi um bom patrão para os trabalhadores, tem agora a fábrica confiscada pelos operários. No dia do seu  aniversário decide abandonar o lar para resolver o tumulto na empresa. Isabelle insiste em acompanhá-lo para falar com os trabalhadores. Os pais proíbem. A jovem entra no carro do pai, esconde-se na mala e viaja para um destino diferente. Um mundo de proibições, de felicidades escondidas, de segredos e de preconceitos. No regresso a vergonha acaba por se sobrepor à sobrevivência.</p>
<p>Hélder Cisterne aborda de forma simples e natural um tema que poderia tornar-se ridículo. Em relação às interpretações dos actores não há nada a apontar. As personagens são densas e o trabalho dos actores não cai em estereótipos. Nas cenas de maior conflito o naturalismo das interpretações confirma a forma sublime como os franceses abordam os temas mais bizarros e os tabus. É a surpresa que marca o ritmo da estória. E as questões. Sempre a questões a quebrarem os muros da moralidade dos anos 60 e os de hoje. A técnica passa despercebida, serve a realização e história. Esquecemo-nos do trabalho de quem filma e do realizador. Fica a estória na memória. Faz-se cinema.</p>
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		<title>Voto Competição Nacional 3: Miguel Vasconcelos</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Jul 2008 19:49:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hugo Torres</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Competição]]></category>

		<category><![CDATA[Curtas]]></category>

		<category><![CDATA[Nacional]]></category>

		<category><![CDATA[Miguel Vasconcelos]]></category>

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		<description><![CDATA[
Em 2005, Miguel Vasconcelos saiu de Vila do Conde com o prémio para a melhor curta-metragem portuguesa, pelo documentário Boxe. Ontem, voltou ao festival para apresentar Instantes, um misto de documentário e ficção, em competição. Visto o terceiro bloco nacional competitivo, o RASCUNHO não tem outra alternativa: escolhemos esta peça e escolhemos, sobretudo, convictos.
O filme [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="vertical-align: middle; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px;" src="http://rascunho.net/img/miguel_vasconcelos-instantes.jpg" alt="" /></p>
<p>Em 2005, Miguel Vasconcelos saiu de Vila do Conde com o prémio para a melhor curta-metragem portuguesa, pelo documentário <em>Boxe</em>. Ontem, voltou ao festival para apresentar <em>Instantes</em>, um misto de documentário e ficção, em competição. Visto o terceiro bloco nacional competitivo, o RASCUNHO não tem outra alternativa: escolhemos esta peça e escolhemos, sobretudo, convictos.</p>
<p>O filme retrata a realidade da violência doméstica em Portugal (apenas?), servindo-se das histórias cruzadas de dois casais – um, ainda apaixonado, ainda em escapadelas nocturnas, amando – mas onde já se vai notando a usura –; o outro, já gasto, acabado, separando-se, discutindo os papéis, discutindo os filhos, quem sabe, amando outros já. O marido (o do segundo casal) não está contente com a separação e desespera e embrutece, perde a cabeça e logo encontra os punhos, ensanguentados, na cara da esposa; segue, sozinho, para a ponte. É encontrado pelo primeiro casal, que regressa. Negoceiam a vida, sem saber como: eles com ele, ele com ele próprio.</p>
<p>A narrativa, a nossa, dos dias, também é isto: instantes que nos assolam sem licença, instantes sem razão, aflitos, desconexos, inexplicáveis e, ainda assim, inexpugnáveis: a fúria logo impregnada de arrependimento ou a necessidade de parar o carro e chorar para uma ponte que nem conhecemos. Quem nos diz ao que andamos?</p>
<p><em>Instantes</em> é um belo filme, que peca apenas pela escrita dos diálogos, que redundam quase na ridicularização dos actores. É pouco para retirar-lhe mérito, mas é suficiente para deixar cair a mestria. O que nos frustra. Especialmente com um elenco que nos parece acima da média em relação ao que temos visto nas produções nacionais. A cena do espancamento, essa, tem um impacto fortíssimo – apenas encontra par no final com os relatos incisivos de algumas vítimas de violência doméstica, assustadoramente resignadas à situação, sem esperança. E talvez a violência maior seja mesmo essa.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Voto Competição Internacional 7: Sascha Pohle</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Jul 2008 19:16:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Luís Costa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Competição]]></category>

		<category><![CDATA[Curtas]]></category>

		<category><![CDATA[Robert De Niro]]></category>

		<category><![CDATA[Sascha Pohle]]></category>

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		<description><![CDATA[
O cinema experimental marcou a sétima competição internacional. O voto do RASCUNHO vai para a curta-metragem If I were you – Las Vegas New York Blackpool, um filme experimental alemão de Sascha Pohle.
Apesar da técnica ter sido descurada, o filme vale pelo tema que aborda e pela tónica colocada na questão da imitação. Pessoas e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="5px;" src="http://rascunho.net/img/if_i_were_you.jpg" alt="" /></p>
<p>O cinema experimental marcou a sétima competição internacional. O voto do RASCUNHO vai para a curta-metragem <em>If I were you – Las Vegas New York Blackpool</em>, um filme experimental alemão de Sascha Pohle.</p>
<p>Apesar da técnica ter sido descurada, o filme vale pelo tema que aborda e pela tónica colocada na questão da imitação. Pessoas e cidades que crescem com a identidade de outros.</p>
<p>Três sósias de Robert De Niro são as personagens principais. A câmara segue os três homens. Na sala, no quarto, na varanda, ao espelho, na cidade e até no táxi. Cenas que estabelecem um paralelismo com as imagens de Scorsese de 1974. Em 2007 Pohle filma de forma bastante rudimentar, mas captura momentos reais que passam para a tela as estórias no seu estado puro. Os tiques, os movimentos do corpo, a linguagem, as expressões e os trejeitos são ensaiados nas acções diárias. As vidas passam a ser ensaios. As imitações tomam conta da essência individual de cada um. Deixa de haver vida própria. Tudo se mistura, transforma e imita, a identidade das pessoas e até das cidades: <em>Las Vegas New York Blackpool</em>.</p>
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		<title>Voto Competição Nacional 2: Jorge Silva Melo</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Jul 2008 01:19:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Luís Costa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Competição]]></category>

		<category><![CDATA[Curtas]]></category>

		<category><![CDATA[Nacional]]></category>

		<category><![CDATA[Artistas Unidos]]></category>

		<category><![CDATA[Jorge Silva Melo]]></category>

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		<description><![CDATA[
A escolha do RASCUNHO para o segundo bloco da competição nacional vai para a estreia de Jorge Silva Melo como realizador.
A Felicidade é uma curta-metragem que poderia facilmente cair na lamechice ou em lugares comuns. O início antevê mais um filme português de pura contemplação em que a imagem assume a ditadura da narrativa sem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="vertical-align: middle; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px;" src="http://rascunho.net/img/jorge_silva_melo-a_felicidade.jpg" alt="" width="550" height="367" /></p>
<p>A escolha do RASCUNHO para o segundo bloco da competição nacional vai para a estreia de Jorge Silva Melo como realizador.</p>
<p><em>A Felicidade</em> é uma curta-metragem que poderia facilmente cair na lamechice ou em lugares comuns. O início antevê mais um filme português de pura contemplação em que a imagem assume a ditadura da narrativa sem qualquer ritmo. O mar, o céu, o infinito, a felicidade… Puro engano. Uma história simples. Um encontro entre pai e filho durante uma viagem de carro pela marginal Cascais–Lisboa. É Mozart e a música clássica que marcam o ritmo do velocímetro no meio de uma conversa entre duas gerações. Afinal o filho tinha os gostos do pai. Ele não sabia. Afinal é o filho que guia o pai. Ele deixa. Afinal é o filho que proíbe os vícios do pai. Ele obedece com carinho. No final é o pai que vê a felicidade. O filho não. Estava distraído e despediu-se sem saber.</p>
<p>Fernando Lopes diz que não é actor. «Sou um performer, como dizia Shakespeare.» No papel que desempenha não há nada a apontar. Com ou sem personagem, a interpretação foi conseguida na plenitude, pois toda ela foi feita com verdade. O mesmo se aplica ao restante elenco. A realização adapta-se ao enredo. Os planos e os enquadramentos prestam-se ao ritmo da narrativa. Por vezes, a explicitação de determinados momentos torna-se desnecessária, pois a mensagem está implícita em situações e acções que falam por si. A narração final pode ter sido uma nódoa na primeira pintura que Jorge Silva Melo trouxe para a tela da sétima arte.</p>
<p>O encenador dos <a href="http://www.artistasunidos.pt/" target="_blank">Artistas Unidos</a> é um estreante na realização do cinema, mas é um criador com vasta experiência na área do teatro contemporâneo português, quer como encenador quer como dramaturgo.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Voto Competição Internacional 5: Martin Rit</title>
		<link>http://curtas.rascunho.net/?p=24</link>
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		<pubDate>Fri, 11 Jul 2008 21:20:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Luís Costa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Competição]]></category>

		<category><![CDATA[Curtas]]></category>

		<category><![CDATA[F.J. Omarg]]></category>

		<category><![CDATA[Martin Rit]]></category>

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		<description><![CDATA[
Na competição internacional 5 a escolha do RASCUNHO recai no filme francês La neige au Village (A neve na aldeia), da autoria de Martin Rit. A única curta apresentada com um enredo narrativo digno desse nome.
As personagens nascem nos caminhos de um parque. Os bancos de jardim podem guardar muitas histórias e ser o palco [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="5px;" src="http://rascunho.net/img/la_neige_au_village.jpg" alt="" /></p>
<p>Na competição internacional 5 a escolha do RASCUNHO recai no filme francês <em>La neige au Village</em> (<em>A neve na aldeia</em>), da autoria de Martin Rit. A única curta apresentada com um enredo narrativo digno desse nome.</p>
<p>As personagens nascem nos caminhos de um parque. Os bancos de jardim podem guardar muitas histórias e ser o palco para a intimidade. Este enredo centra-se sobretudo em três personagens: uma jovem sentada no banco do jardim a ler um livro enquanto aguarda os resultados de um exame, um rapaz ruivo de t-shirt preta que estranhamente deambula pelo parque, um jovem que está deitado na relva a conversar ao telemóvel enquanto observa os  outros dois. A rapariga abandona o banco e uma pastilha elástica que deposita no caixote do lixo. O jovem ruivo recupera a chiclete, passa a ser ele a saboreá-la e persegue a estudante até casa. O outro rapaz termina a conversa ao telemóvel e entra na perseguição para proteger a rapariga. Cria-se uma perseguição a três. Os três encontram-se. Sempre dois a dois. Os papéis invertem-se. A obsessão toma conta dos três. O sonho confunde-se com a realidade e a expectativa aumenta ao longo da acção.</p>
<p>Cinema simples, boa realização, planos e enquadramentos ao serviço da história sem cair na redundância e com uma estética harmoniosa. A imagem serve a acção e os 49 minutos de película são curtos para matar a curiosidade do espectador. <a href="http://www.imdb.com/name/nm1262093/" target="_blank">Martin Rit</a> desperta o sono do público e os bocejos espalhados um pouco por todo o auditório (muito por culpa do seu compatriota F.J. Omarg). A ciclicidade de determinados momentos da acção torna o enredo aliciante. O ritmo da narrativa prende os espectadores do início ao fim e as interpretações dos actores são conseguidas em toda a sua plenitude. Não há registo de estereótipos, nem julgamentos. A construção das personagens espelha a verdade das pessoas do dia-a-dia.  Afinal um tarado pode ser um curioso, um apaixonado, um pintor, um poeta, ou nós mesmos.</p>
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		<title>Voto Competição Nacional 1: Zepe</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Jul 2008 21:11:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Luís Costa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Competição]]></category>

		<category><![CDATA[Nacional]]></category>

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		<description><![CDATA[A técnica cinematográfica portuguesa evolui ano após ano. Os conteúdos, a originalidade dos argumentos e a acção dramática é que parecem sofrer de ataraxia ano após ano. E o mal alastra-se de realizador em realizador. Excepção feita para Zepe (José Pedro Cavalheiro) que obteve o voto do RASCUNHO na primeira sessão competitiva das curtas nacionais.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>A técnica cinematográfica portuguesa evolui ano após ano. Os conteúdos, a originalidade dos argumentos e a acção dramática é que parecem sofrer de ataraxia ano após ano. E o mal alastra-se de realizador em realizador. Excepção feita para Zepe (José Pedro Cavalheiro) que obteve o voto do RASCUNHO na primeira sessão competitiva das curtas nacionais.</p>
<p><em> Cândido</em> retrata uma estória de amor desencontrado entre um homem e uma mulher. Dois adultos aprisionados pela vida urbana, com um cão à mistura. O amor de Cândido nunca existiu e a manipulação é o jogo do dia-a-dia.</p>
<p>Na animação de Zepe não há lugar para a palavra. Nem é preciso. Cinema minimalista mas recheado de mensagem e dramatismo nas ilustrações e no movimento criado ao longo da acção. O traço cada vez mais pormenorizado das personagens e o lado caricatural transmitem ao espectador o perfil psicológico dos protagonistas da narrativa. A música acompanha a dança dos desenhos. As notas não vêm do arquivo, nascem ao mesmo tempo que a ilustração e dão um ritmo apropriado à realização final.</p>
<p><a href="http://curtas.pt/agencia/pt/realizadores/498/" target="_blank">Zepe</a> não é novo nestas andanças. Os trabalhos de animação são mais conhecidos na televisão. Nas curtas da sétima arte a obra tem sido bem acolhida pela crítica em vários festivais internacionais. Um ilustrador… um realizador com um trabalho de animação cinematográfico cada vez mais maduro.</p>
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